O histórico e a definição da palavra empoderamento é amplo, com aspectos e contextos sociais, econômicos, políticos, individuais e coletivos apresentados de várias maneiras. No mesmo viés, o conceito de poder também é interpretado de maneiras distintas por estudiosos, filósofos, escritores, ativistas e pessoas do senso comum.
Neste texto apresentamos uma reflexão sobre a mulher empoderada da atualidade com suas conquistas, seu lugar de vivência, suas dores, alegrias, limitações e tantos outros sentimentos e situações que não são colocados nesse lugar de empoderamento em meio a uma estrutura social que às vezes estabelece um “padrão feminino de mulher empoderada”.
Mas, como? Essa é a pergunta que apresentamos aqui para sairmos da zona de conforto. Ela pode incomodar, causar estranhamento, mas é necessária. Sim, as mulheres precisam parar e refletir sobre o lugar do empoderamento feminino em suas vidas e suas escolhas a partir da singularidade de cada uma. Em nenhum momento desconsideramos a discussão que envolve o coletivo para que muitas mulheres possam devidamente se sentir empoderadas, amparadas e oportunizadas ase sentirem parte dessa narrativa.
No livro Empoderamento, da Coleção Feminismo Plurais, coordenado Djamila Ribeiro, a escritora Joice Berth apresenta parâmetros relevantes para o entendimento sobre empoderamento cuja importância é sempre descartada por ser vista como mero reflexo das políticas de identidade.
“Ao contrário do que pensam, a discussão sobre o problema, do protagonismo social, tópico central da noção de empoderamento, tem importância central em sociedades que pretendem desenvolver uma cultura democrática. Isso requer a adoção dos meios necessários para que todos os seus membros possam ter as mesmas chances de construírem os próprios destinos por meio do gozo do mesmo apreço social.”


